Os TRAJES ACADÉMICOS de Portugal

A página TrajesAcademicos.pt foi criado para divulgar informação precisa e de qualidade sobre os trajes académicos das universidades portuguesas, as suas diferenças e semelhanças, como os usar corretamente e em que situações, como cuidar deles etc. Sabias que em Portugal existem mais de 10 trajes académicos diferentes?

Tipos de trajes académicos

Nesta lista poderás encontrar os principais trajes académicos do país. Clica no nome da universidade ou na foto para veres mais informações.

TrajesAcademicos.pt, o blog especialista nos diversos trajes académicos portugueses

Criamos este blog para te dar a conhecer um pouco mais sobre os diferentes trajes académicos que existem em Portugal. Depois de alguma pesquisa vimos que existiam várias páginas com a informação muito dispersa e decidimos criar uma página que seja a referência para o mundo académico.

Não falamos sobre o traje da tua universidade ou academia? Achas que há algum ponto que deveriamos melhorar? Queres agradecer o nosso trabalho ou deixar um elogio à página? Entra em contacto connosco por email, estamos sempre aqui para responder!

A Capa do traje académico

A capa do traje, esse símbolo que tantas vezes distingue as várias instituições dentro da mesma academia, tem muito que se lhe diga! Como se traça? Como se dobra? Deve ter emblemas ou não? E se sim, quantos?

Há quem goste de árvores de Natal e outros que preferem a capa preta, como manda a tradição.

Por esse motivo, e porque vimos que existe tanta gente à procura de informações sobre as capas, criamos 4 secções dedicadas.

Se és caloiro e acabas de chegar à universidade ou se simplesmente tens curiosidade por saber mais sobre os trajes académicos utilizados nas universidades portuguesas, possivelmente já te perguntaste várias vezes sobre qual é a história do traje académico, como, quando e porque apareceu.

Há por aí muitas teorias, histórias e estórias sobre o traje. Aqui poderás encontrar a verdadeira história do porquê do traje académico em Portugal.

História do traje académico

Os primeiros em usar trajes escolares foram os clérigos, os únicos que podiam estudar nos primeiros séculos de aparecimento das universidades.

Nessa altura os clérigos vestiam conforme as regras da sua ordem e as suas hierarquias. As cores eram normalmente o castanho e o preto, já que havia a proibição de usar cores garridas.

Com a abertura das universidades a outras classes sociais, as modas começaram a influenciar os trajes: apareceram as rendas, os berloques, os barretes e chapéus, etc, ainda que pautado pela sobriedade e austeridade

Século XVII

No século XVII a tónica eclesiástica do traje foi-se acentuando, começando a ser utilizada a “loba”, uma espécie de sotaina sem mangas, com duas filas de botões na frente que iam do pescoço até abaixo do joelho, juntamente com calções, capa e um barrete redondo.

Os estudantes universitários que não pertenciam a nenhuma ordem eclesiástica não queriam destoar dos demais estudantes e começaram a vestir-se como os clérigos. Desta forma os trajes assumem a função de uniforme, permitem distinguir os estudantes de outras profissões e ajudam a unir e a identificar o foro académico.

Desta forma, no início o objetivo principal do traje académico não era promover a igualdade entre estudantes de várias classes sociais, mas sim fazer distinguir os estudantes do resto da sociedade.

Século XVIII

No início do século XVIII a loba começa a dar lugar à ‘abatina’, um conjunto de capa e túnica talar (que chegava aos calcanhares, talus em latim) utilizado normalmente pelos abades seculares franceses. A abatina era mais curta e mais barata do que a loba e a sua cor preta significava desapego do mundo material e os votos eclesiásticos.

A abatina estudantil, que começou a ser chamada simplesmente de ‘batina’, era mais curta que a dos professores universitários e o uso de calções por baixo, mesmo que não se vissem, era normal.

Pouco a pouco a batina começa a ser usada com capa comprida, como no Colégio dos Nobres e como já o faziam alguns estudantes da Universidade de Coimbra desde 1718.

Durante muito tempo o uso da capa e batina foi obrigatório tanto para estudantes como para professores da Universidade, e até 1834 esta obrigatoriedade estendeu-se a toda a cidade de Coimbra. A partir desse ano e até à Implantação da República em 1910 o uso da capa e batina deixou de ser obrigatório em toda a cidade e passou a ser obrigatório apenas dentro do perímetro da universidade.

A partir da segunda metade do século XIX o uso da capa e batina estendeu-se a todos os liceus do país, que tinham de pedir licença ao governo para poderem usar o traje.

Capa e Batina nos dias de hoje

A Capa e Batina atual tem as suas origens numa tentativa de aproximação à indumentária masculina burguesa do século XVIII e é o resultado de uma nova configuração das roupas estudantis, motivadas por um forte anticlericalismo, impulsado principalmente pelo Marquês de Pombal, que tentou acabar com o traje em 1772 quando fez a reforma na Universidade.

A partir da década de 1990, os estudantes das várias universidades do país começaram uma espécie de movimento de "emancipação" que visava principalmente a demarcação da Universidade de Coimbra e a criação de uma identidade mais acorde ao lugar onde se situavam as suas universidades. Neste movimento alegou-se que o Traje Nacional (Capa e Batina) era de Coimbra e que, por isso, deviam ter um próprio, identificativo da sua instituição e região, para isso repescando peças da indumentária etnográfica/folclórica e, assim, criando trajes "académicos".

Depois de lermos um pouco mais sobre a história do traje académico, entendemos que este movimento se assentou num erro crasso, pois a "Capa e Batina" não era (nem é) traje de Coimbra, da mesma forma que um traje académico não existe para identificar o local ou a instituição em que se estuda. O Traje Nacional deve ser visto como um traje estudantil e não a expressão de uma geografia. Por outro lado, a quase destes novos trajes assentam num outro erro: pretenderem ser trajes estudantis (expressivos do foro académico), usando peças e roupagens do povo. Assim sendo, e se o traje estudantil foi criado para distinguir o estudante, é um contrassenso serem usadas peças do folclore e etnografia regional onde a figura do estudante é inexistente.

​História do traje académico feminino

​O traje feminino foi criado entre 1914 e 1915, nos liceus de Lisboa e do Porto, para responder à ausência de uma solução ou invenção por parte das autoridades académicas e estudantis.

O traje feminino começou por se basear numa capa e tailleur (saia-casaco) pretos, sendo que a saia cobria o joelho e as meias, quando eram usadas, eram cor de pele. Só em 1957 por determinação do Magno Conselho de Veteranos da Academia de Coimbra é que a cor das meias foi trocada para preto. A gravata ainda não era utilizada e pode ter sido adicionada mais tarde por influência dos uniformes dos corpos de enfermeiras da marinha dos EUA e em alguns hospitais europeus da época

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